Os vereadores afastados Renato Araújo (PP) e Osvaldo Bergamin (PMDB), o ex-vereador Orlando Bonilha (PR) e o ex-assessor parlamentar Júlio Cesar de Lima Romagnolli foram alvos ontem de Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público (MP) por atos de improbidade administrativa que acarretaram enriquecimento ilícito de R$ 38 mil.
Os quatro são acusados de exigir propina do empresário Marcelo Caldarelli para aprovar uma lei, em dezembro de 2005, que o beneficiou com a doação de um terreno de aproximadamente 3.200 m2, às margens do Lago Igapó 1. A mesma denúncia já deu base para o ajuizamento de uma ação penal contra os acusados, por consussão, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Na ação civil pública, os promotores pedem o afastamento cautelar de Begamin e Araújo do cargo de vereadores.
Por força de outra ação civil pública, na qual são acusados de cobrança de propina de três empresários, ambos já estão afastados da Câmara. Este caso também envolve o ex-vereador Henrique Barros, o ex-vereador Orlando Bonilha, e o vereador afastado Flávio Vedoato.
Na ação cível levada ontem à Justiça, o MP justifica o afastamento cautelar para a conveniência da ''instrução processual''. Caso permaneçam na Câmara, os acusados terão ''pleno acesso a todos os documentos (...) podendo impedir a produção de determinadas provas''. O afastamento, tal qual o que está em vigor, se daria sem prejuízo dos vencimentos.

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