MP ajuiza ação contra nepotismo no governo do PR
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terça-feira, 14 de agosto de 2007
Equipe da Folha 
Curitiba - A 1 Vara da Fazenda Pública em Curitiba vai analisar a ação civil pública que pede liminar para que sejam demitidos os parentes em até terceiro grau do governador, Roberto Requião (PMDB); do vice-governador, Orlando Pessuti, e de dois secretários estaduais que ocupam cargos comissionados - sem concurso público - na administração estadual. A medida, de autoria do Ministério Público (MP) do Paraná, foi ajuizada dia 10 e se junta a outras duas ações contra o nepotismo.
Ontem, o Palácio das Araucárias fez silêncio sobre a iniciativa do MP. Coube ao líder governista na Assembléia Legislativa, Luiz Cláudio Romanelli, defender o governo, ainda que com poucas palavras. ''Não há lei que ampare a pretensão do Ministério Público'', disse Romanelli, na sessão de ontem.
No caso de Roberto Requião, ocupam funções no Executivo a mulher, Maristela, responsável pelo Museu Oscar Niemeyer; os irmãos Maurício e Eduardo Requião, respectivamente secretário da Educação e superintendente do Porto de Paranaguá; o sobrinho João Arruda (cargo na Cohapar) e o sobrinho Paikan de Mello e Silva, que tem um cargo na TV Educativa.
Já em relação ao vice-governador, são atingidos o irmão Nelson, integrante do Conselho Fiscal da Copel, e a mulher, Regina, assessora na vice-governadoria.
Segundo o MP, os secretários Airton Pisseti (Comunicação Social) e Cláudio Xavier (Saúde) também têm parentes empregados no governo estadual. Pisseti tem uma parente em segundo grau lotada na pasta da Comunicação e Xavier, uma parente em terceiro grau, assessora na Saúde.
O prazo estabelecido em uma recomendação administrativa para que o governo do Estado exonerasse os familiares empregados terminou na metade do mês passado, sem que ninguém fosse demitido. A providência tomada pelo MP foi entrar com a ação civil pública. Por enquanto, nenhum parente foi exonerado.


