A Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Maringá ofereceu denúncia-crime contra a vereadora Edith Dias (PP) por suposta prática de concussão. Pelo Código Penal Brasileiro, o ato representa crime de extorsão ou peculato cometido por funcionário público no exercício da função. Segundo a denúncia feita pela ex-assessora parlamentar Rosimeri Joveni, a vereadora teria se apropriado indebitamente de parte dos salários da funcionária desde que foi contratada, em meados de 1997. Atualmente, Edith ocupa o cargo de primeira-secretária na Mesa Executiva.
A iniciativa da Promotoria se baseia nas declarações da ex-assessora e em um material de áudio gravado apresentado por ela ao promotor José Aparecido da Cruz no último dia 23 de dezembro. Em pouco mais de 23 minutos de conversa, Rosimeri e uma mulher que seria Edith travavam uma espécie de acerto de contas em função do desligamento da assessora da função. Na discussão, a mulher identificada como a vereadora sugere que a ex-funcionária, remunerada em R$ 550 mensais, teria de lhe devolver uma parte do salário, localizada na conta pessoal de 'Rosi'. No decorrer do áudio, a ex-assessora teria se negado a repassar o pagamento da exoneração e a parte que faltaria para completar um salário superior a R$ 1 mil líquidos. O Ministério Público (MP) recebeu também a quebra de sigilo bancário da denunciante.
Conforme a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público em Maringá, o áudio passou por perícia que confirma a autenticidade do material. Mês passado, o advogado da parlamentar, Israel Batista de Moura, afirmou que a gravação seria uma montagem e criticou a atuação da Promotoria. A Folha conversou ontem à noite com a vereadora, por telefone, mas ela se negou a fazer qualquer comentário. O celular de Moura estava desligado. No escritório, ninguém atendeu as ligações.

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