Curitiba - O procurador-geral de Justiça, Milton Riquelme de Macedo, aceitou ontem à tarde o pedido de exoneração do promotor de Justiça Luiz Fernando Ferreira Delazari, que estava há cerca de 14 anos na instituição. Mesmo sem a publicação oficial da exoneração, o Palácio das Araucárias informou no início da noite que Delazari já foi renomeado secretário de Estado da Segurança Pública.
O governo do Estado já havia adiantado que Delazari seria renomeado assim que saísse do MP.
A exoneração dele do MP deve ser publicada nos próximos dias no Diário da Justiça. O decreto com a nova nomeação também deve ser publicado em breve, com a data de ontem, segundo a assessoria da Casa Civil.
Delazari pediu demissão do Ministério Público (MP) do Paraná no último dia 6, pressionado pela Justiça. Para poder continuar à frente da Secretaria da Segurança, ele não poderia permanecer nos quadros do MP. Isso porque a Constituição Federal permite que integrantes do MP exerçam funções no magistério, mas não no Poder Executivo. Na semana passada, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu o decreto estadual 1308/2003, que nomeou Delazari para o cargo de secretário de Estado, em maio de 2003. De janeiro a maio daquele ano foi o próprio governador Roberto Requião (PMDB) que acumulou o posto de secretário.
Delazari tentava manter-se no Executivo sem precisar deixar o MP, o que gerou uma longa e complicada disputa nos tribunais. Como não foi possível acumular as duas funções, ele optou por ficar no governo, onde pode ser uma alternativa para eleições futuras.
Delazari ficou apenas dois dias afastado da função de secretário. Mesmo assim, na terça-feira pela manhã ele foi à ''escolinha'', a reunião semanal de secretariado de Requião. Quem ficou à frente da Sesp nesse curto período foi o diretor-geral da pasta, coronel Rubens Guimarães.
Ao deixar o MP, Delazari - que é filho do corregedor do Estado e ex-procurador-geral de Justiça Luiz Carlos Delazari - abre mão de um salário de R$ 19 mil. O de secretário é bem mais baixo, perto de R$ 12 mil.
Ao pedir sua saída do MP, Delazari solicitou que antes fosse considerado por Riquelme, mais uma vez, seu pedido de afastamento para tratar de assuntos particulares. Assim, não precisaria ser exonerado da instituição. Mas o MP não aceitou o pedido e Delazari foi mesmo exonerado, como havia solicitado.
Segundo a assessoria de imprensa da secretaria, Delazari deve se manifestar hoje sobre sua exoneração do MP e recondução à Segurança.

mockup