O promotor de Defesa dos Direitos e Garantias Constitucionais, Paulo Tavares, afirmou ontem que o Ministério Público (MP) recebeu a primeira denúncia contra a falta de atendimento em unidades básicas de saúde (UBSs) por conta da greve no funcionalismo municipal. O movimento teve início há 16 dias, e, desde então, tem sido marcado pela divergência entre a Prefeitura e o sindicato que representa a categoria, o Sindserv, em relação aos números de estabelecimentos que aderiram ou não à greve.
De acordo com o promotor, por enquanto está descartada qualquer ação judicial contra as partes. A medida foi adotada na greve de 2005, que durou 31 dias, denunciando abuso cometido pelo sindicato, e omissão por parte do Executivo.
''Por ora, formalizamos a denúncia à Secretaria Municipal de Saúde para que o órgão nos relate o que está sendo feito para esclarecer a população sobre os postos que deve procurar, quando algum está fechado. Se as denúncias aumentarem, porém, seremos obrigados a tomar medidas mais drásticas'', disse Tavares, referindo-se à possibilidade de outra ação, semelhante à de 2005.
O promotor adverte que a população precisa ajudar a Promotoria a tomar conhecimento de eventuais abusos.

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