MP abre investigação sobre Beto Richa
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sexta-feira, 19 de setembro de 2014
Mariana Franco Ramos<br>Reportagem Local 
Curitiba - O Ministério Público (MP) do Paraná abriu um inquérito para apurar a existência de funcionários "fantasmas" na Assembleia Legislativa (AL), que estariam lotados no gabinete do ex-deputado estadual Beto Richa (PSDB), atual governador do Estado. A investigação, iniciada no dia 29 de agosto, foi publicada no Diário Oficial da última segunda-feira, como desdobramento do esquema conhecido como "gafanhoto". Essa é a primeira vez que o nome do tucano, cujo mandato parlamentar se deu entre 1995 e 2000, é citado no caso.
Segundo o MP, porém, por volta do meio-dia de ontem, logo após as denúncias virem a público, o próprio órgão decretou sigilo, motivo pelo qual não poderia mais se manifestar sobre o processo. Como se trata de um inquérito civil, o procedimento é interno, não havendo necessidade de a Justiça autorizar o sigilo. As investigações são conduzidas pela Promotoria de Justiça de Proteção ao Patrimônio Público, da comarca da Região Metropolitana de Curitiba.
O esquema, que teria funcionado de 2001 a 2004 na AL, consistia no depósito dos salários de vários servidores numa única conta corrente, normalmente ligada a um deputado. Parte desses funcionários nunca teria trabalhado na Casa. Mais de 60 parlamentares e ex-parlamentares foram ou são investigados pelo suposto crime de peculato (desvio de dinheiro público), o que, nos últimos dez anos, já gerou inúmeras diligências.
Procurada pela FOLHA, a assessoria de imprensa do governador informou, por meio de nota, que ele nega ter contratado qualquer servidor irregularmente quando exerceu o mandato de deputado estadual. "Este assunto veio à tona às vésperas das eleições municipais de 2008 e retorna ao cenário novamente nas vésperas desta eleição. E, segundo o próprio MP, ainda há várias diligências pendentes de complementação, não havendo qualquer juízo de mérito".


