Curitiba - O Ministério Público (MP) do Paraná anunciou ontem a abertura de um inquérito para analisar supostas irregularidades no reajuste da tarifa do transporte público de Curitiba. Os promotores de Justiça de Defesa do Consumidor deverão auditar a planilha de composição tarifária da Urbanização de Curitiba (Urbs), órgão que administra o sistema de transporte da capital.
Na semana passada dois vereadores do PT, Pedro Paulo e Jonny Stica, entregaram ao órgão uma denúncia contra a medida do prefeito Beto Richa (PSDB) que aumentou de R$ 1,90 para R$ 2,20 a passagem de ônibus na cidade. Os parlamentares questionam a ''falta de transparência da Urbs no cálculo dos custos do sistema''.
''Não vamos aceitar nenhum reajuste antes que o serviço seja licitado pela Prefeitura'', anunciou o presidente municipal do PMDB, Doático dos Santos. Ontem integrantes do movimento da oposição contra o reajuste reuniram a imprensa para informar que irão coletar assinaturas em um abaixo-assinado que deverá ser anexado à denúncia já entregue ao MP.
Segundo Pedro Paulo, o movimento tem o objetivo de reforçar a ''pressão pela licitação do sistema''. ''Há mais de 20 anos que o transporte coletivo de Curitiba funciona de forma ilegal, sem licitação'', declarou. ''A licitação é uma questão da sociedade, é o que irá garantir a transparência na gestão do serviço'', defende o presidente da Federação das Associações de Moradores de Curitiba (Femotiba), Edson Feltrin.
A coleta de assinaturas contra o reajuste começa na próxima quarta-feira na praça Rui Barbosa e nos terminais de ônibus da cidade. ''Nossa meta é entregar a denúncia subscrita por dez mil assinaturas ainda essa semana'', declarou Santos.
A assessoria de comunicação da Prefeitura informou que administração não vai se pronunciar sobre o assunto.

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