MP abre inquérito para apurar novo desvio em Maringá
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quarta-feira, 03 de janeiro de 2001
Marta Medeiros De Maringá 
O Ministério Público (MP) de Maringá abriu ontem inquérito civil público para apurar o sumiço de R$ 400 mil de um convênio assinado entre a Prefeitura de Maringá e a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sema). Os documentos que apontam as suspeitas de irregularidade na execução do convênio foram levados ontem pelo ex-vereador Aldi Cezar Mertz (PDT) ao promotor José Aparecido Cruz. A promotoria ouviu ontem mesmo o presidente do Serviço Autárquico de Obras e Pavimentação (Saop), Ivo Barros.
Conforme a denúncia, a autarquia era responsável pela execução do convênio e emitiu à prefeitura uma fatura de R$ 400 mil para cobrar os serviços de construção do Jardim Botânico de Maringá, nas antigas lagoas de contenção da Sanepar, na zona sul. O presidente do Saop confirmou ao promotor as mesmas declarações dadas à Folha na sexta-feira.
Barros afirmou que o Saop teria de fato realizado o serviço, mas o dinheiro não foi parar na autarquia. O MP deve pedir uma perícia no Jardim Botânico. Segundo Barros, grande parte dos R$ 400 mil deveriam pagar o Saop pela limpeza de dejetos nas lagoas e aterro do fundo de vale.
O convênio entre a prefeitura e a Sema foi assinado em 1997, no primeiro ano de gestão do ex-prefeito Jairo Gianoto (sem partido). Até 96, Gianoto presidiu a Saop durante a administração do prefeito Said Ferreira (sem partido). Ferreira chegou a inaugurar o jardim em 1996, apesar das obras inacabadas. Atualmente o local está abandonado.


