MP abre inquérito contra Maluf
Lilian Christofoletti
Agência Folha
De São Paulo
O ex-prefeito paulistano Paulo Maluf (93-96) e o ex-secretário de Obras Reynaldo de Barros serão investigados criminalmente por supostos crimes de corrupção e de peculato envolvendo denúncias de superfaturamento e de cobrança de propina na execução de obras públicas em São Paulo. Segundo o promotor e supervisor da Cipp (Central de Inquéritos Policiais e Processos) do Ministério Público do Estado, Paulo Juricic, o inquérito será aberto nesta segunda-feira. Vamos investigar se os acusados, de alguma forma, obtiveram vantagens pessoais com as obras realizadas no município, afirmou Juricic.
O principal ponto da investigação é a execução de quatro túneis e do Complexo Viário Cebolinha (ainda em obras) na gestão Maluf, que consumiram cerca de R$ 918,51 milhões dos cofres públicos paulistanos. Segundo denúncias, as empreiteiras responsáveis pelas obras, CBPO e Constran, superfaturamento seus preços em troca do serviço. As empresas informaram, por meio de assessoria, que não houve irregularidades.
De acordo com o promotor, o inquérito vai apurar inicialmente a responsabilidade de Maluf e de Reynaldo de Barros. Nada impede, entretanto, que o inquérito investigue também a atuação dessas empresas, disse Juricic.
Para o crime de peculato (exigir vantagem no exercício da função pública), a pena prevista é de 2 a 12 anos de reclusão. Já no caso de corrupção passiva (receber vantagem indevida), a pena é a reclusão de um a oito anos e multa.





