Curitiba – Representantes de movimentos sociais e sindicais estão se mobilizando para recepcionar o presidente interino Michel Temer (PMDB-SP) no próximo dia 28, em Curitiba, quando ele deve inaugurar a Casa da Mulher Brasileira (CMB). Segundo nota publicada no site da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), o peemedebista virá ao Paraná acompanhado do ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, e da chefe da SPM, Fátima Pelaes.
Na rede social Facebook, o evento "Temer vai tremer em CWB" já conta com 1,4 mil confirmações. A FOLHA tentou contato ontem com o Ministério da Justiça, para saber qual será a programação da comitiva na capital paranaense e se a presença de Temer está mesmo confirmada. No entanto, não recebeu retorno até o fechamento desta edição.
 De acordo com os organizadores da manifestação, o movimento contra o presidente em exercício não possui lideranças partidárias e é organizado de forma horizontal, autônoma e democrática. "Envolve vários segmentos da sociedade indignados com um governo interino que não se comporta como tal, corrupto em sua formação, impopular, autoritário e antidemocrático", diz trecho da descrição. Os participantes garantem que o protesto será "pacífico e respeitoso e que não serão toleradas atitudes violentas, machistas, lgbtfóbicas e etnofóbicas".
 A CMB entrou em funcionamento no dia 15 de junho.  Na ocasião, porém, nenhum representante do governo federal participou da cerimônia, que não teve o tradicional descerramento de placa. Embora gerida pelo município, a unidade, localizada no bairro Cabral, faz parte de um dos programas que desde 2013 é bandeira de Dilma Rousseff (PT), o "Mulher Viver Sem Violência". Ela é a terceira a ser inaugurada no País, de um total de 27 previstas pela União, e custou R$ 14 milhões.

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