Movimentos sociais fazem ato por reformas e direitos
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quinta-feira, 12 de março de 2015
Mariana Franco Ramos<br> Reportagem Local 
Curitiba Representantes de movimentos sociais, estudantes e centrais sindicais realizam hoje, em todas as capitais do País, atos simultâneos em defesa da Petrobras, pela reforma política, com a elaboração de uma constituinte exclusiva, pela democratização dos meios de comunicação e contra a retirada de direitos trabalhistas. Em Curitiba, a concentração do "Dia Nacional de Lutas" será a partir das 17 horas, na Praça Santos Andrade, no centro. De lá, os manifestantes seguirão em marcha pela Rua XV de Novembro, até a região da Boca Maldita.
Apesar de o evento ocorrer no dia 13, número de urna do PT, os organizadores rechaçam qualquer conotação partidária do evento. Um exemplo, dizem, é que o movimento critica a promulgação das Medidas Provisórias (MPs) que endurecem as regras para obtenção de seguro-desemprego e a concessão de benefícios previdenciários, ambas propostas pelo governo federal. No próximo domingo, outro grupo deve sair às ruas para pedir o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). De acordo com Diego Moreira, da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Paraná, a diferença é que a passeata de hoje possui uma pauta clara e constitucional; não golpista. "São entidades populares e progressistas, independentes de partido ou governo", afirmou.
Segundo ele, os trabalhadores temem que a Petrobras seja privatizada, a exemplo do que aconteceu com a Companhia Vale do Rio Doce, durante a gestão de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Desde março de 2014, a Operação Lava Jato, desencadeada pelo Ministério Público Federal (MPF), apura a existência de um esquema de desvio de recursos públicos na companhia. "Quem ganha com as privatizações é uma minoria. E quem perde é a classe trabalhadora", opinou.
O presidente do Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro) do Paraná e Santa Catarina, Mário Dal Zot, disse que apoia as investigações e a devolução de todo o dinheiro roubado. "Isso a gente tem que defender, que não haja impunidade. Mas há uma coisa muito maior por trás. No momento em que a empresa apresenta bons resultados, é a maior produtora de petróleo entre todas as companhias de capital aberto, só se divulgam notícias negativas", lamentou. Para Dal Zot, o que se pretende, com isso, é reduzir o valor da estatal, "acalmando" o mercado. "A Petrobras tem seu papel social. Não deve servir só ao mercado."


