Movimentos contrários ao aumento do IPTU em Londrina protocolaram na CML (Câmara Municipal de Londrina), nesta segunda-feira (4), cerca de seis mil assinaturas de eleitores para dar andamento ao projeto de iniciativa popular para revogar a revisão da PGV (Planta Genérica de Valores). Segundo representantes dos movimentos, mais subscrições serão protocoladas – o prazo termina na quinta-feira da próxima semana (14).

Os movimentos tentam suspender a revisão da planta de valores, aprovada em 2017 e que causou aumentos que chegam a 800%. O projeto de lei de iniciativa popular necessita da assinatura de 5% dos eleitores de Londrina – aproximadamente 18,5 mil – para ser admitido e passar a tramitar no Legislativo.

Os movimentos populares chegaram a levar cerca de 22 mil subscrições à CML, mas mais de 14 mil foram rejeitadas num primeiro momento, por problemas na identificação do eleitor. Na rechecagem dos números, os membros do movimento averiguaram que pouco mais de 14 mil seriam válidas.

Segundo o representante da Associação de Moradores do Jardim Santa Mônica Jorge Custódio Ferreira, os movimentos levaram cerca de 4,5 mil assinaturas, mas recolheram mais ao chegarem na sede da Câmara para protocolá-las. "Nós vamos ficar em cima, acompanhando a situação e pressionando para que a tramitação seja dentro da expectativa", afirma.

A assessoria da CML informou que as assinaturas vão passar por nova verificação e, confirmado o número mínimo de subscrições dentro dos requisitos legais, o projeto de lei de iniciativa popular é formalmente recebido pela Mesa Executiva para depois passar pela Comissão de Justiça e Redação e, em seguida, nas outras comissões temáticas, antes de ir a plenário.

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