O início da noite desta terça-feira (3) tende a ser movimentado na rotatória das avenidas JK com Higienópolis, na região central de Londrina. A partir das 18h30, diversos movimentos se concentrarão no cruzamento para pedir a prisão do ex-presidente Lula, cujo habeas corpus será julgado nesta quarta pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Os organizadores não estipularam uma quantidade de participantes. A manifestação será estática, descartando assim uma passeata pelas vias adjacentes. O mesmo protesto se repetirá em outras cidades paranaenses. Veja a relação:

Apucarana - 18h30 - Praça Rui Barbosa
Arapongas - 17h - Avenida Arapongas/Praça Mauá
Cianorte - 8h - Fórum local
Curitiba - 18h - Justiça Federal
Dois Vizinhos - 18h - Praça da Amizade
Foz do Iguaçu - 18h - Praça do Mitre
Francisco Beltrão - 18h - Calçadão
Maringá - 18h30 - Em frente ao prédio da Justiça Federal
Palotina - 18h30 - Praça Amadeo

Segundo a assessoria de imprensa da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização), sete agentes irão acompanhar o ato no centro de Londrina. Eles farão o monitoramento com ajuda da Polícia Militar. Não há previsão de interdição de nenhuma rua próxima à rotatória. Enquanto as ruas ainda não fervem, o clima é quente em Brasília. Advogados criminalistas entregaram ao STF um abaixo-assinado contra a prisão de condenados em segunda instância. O documento possui 3,6 mil assinaturas. Os defensores querem que os ministros alterem o pensamento chancelado em 2016, quando foi decidida a execução provisória da pena antes do trânsito em julgado.

Imagem ilustrativa da imagem Movimentos organizam ato em Londrina a favor da prisão de Lula
| Foto: Reprodução/Ricardo Stuckert


Por outro lado, promotores e juízes fazem a pressão contrária. Eles também enviaram um pedido para que o Supremo mantenha a decisão de dois anos atrás. Com cinco mil assinaturas, os magistrados e membros do Ministério Público afirmaram que "a presunção de inocência não tem valor absoluto, mas deve ser balizada por outros valores, direitos, liberdades e garantias constitucionais".

Atenta ao frenesi que toma conta do Brasil dias antes de um dos julgamentos mais importantes do STF, a presidente do órgão, ministra Cármen Lúcia, gravou um pronunciamento afirmando que "a sociedade brasileira vive tempos de intolerância e instransigência contra pessoas e instituições". Ela pediu serenidade e que, "fora da democracia, não há respeito ao direito, nem esperança de justiça e ética".

Entidades empresariais do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande Sul elaboraram um manifesto apoiando a iniciativa da classe. Os órgãos afirmam que "prevalecerá o princípio constitucional de que todos são iguais perante a Constituição e devem assumir as responsabilidades por seus atos". A Acil (Associação Comercial e Industrial de Londrina) colocou um cartaz na rua Prefeito Faria Lima concordando com a posição dos setores produtivos.

(com Agência Brasil)

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