Movimento separatista renasce no PR
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sábado, 13 de fevereiro de 1999
Anna Camanducaia 
O movimento separatista O Sul é o meu País, que envolve os três estados da região, volta às ruas de Curitiba depois de cinco anos de inércia. Cinco mil panfletos já estão sendo distribuídos pela cidade. Bonés, camisetas, bandeiras e adesivos devem estar prontos depois do carnaval.
O momento é definido pelos líderes do movimento no Paraná como a arrancada final, quando outros dois Estados devem aderir ao grupo: São Paulo e Mato Grosso do Sul. A hora também é propícia para divulgar o movimento por causa da situação do Brasil, afirma o presidente da coordenadoria do Paraná, Oscar Pacheco dos Santos.
Os líderes do movimento defendem desde 1991 a separação como garantia de maior igualdade política e econômica. Santos afirma que os três Estados sofrem discriminação por parte do governo federal. Hoje, os Estados do Sul têm representação menor que o Norte e o Nordeste no Congresso Nacional.
Os repasses orçamentários também são diferentes entre essas regiões. Com tudo o que os Estados do Sul produzem, só vão receber R$ 751,5 milhões do Orçamento, afirma Santos. O Norte vai receber cerca de R$ 965,4 milhões e o Nordeste, R$ 1,8 bilhão. Sempre foi assim.
Levantamento feito pelo gabinete do deputado federal Florisvaldo Fier (PT), o Dr. Rosinha, confirma os números. De acordo com o estudo, a região Sul será a que vai receber menos dinheiro da União nesse ano. Com base na proposta orçamentária, o deputado alega que o Sul receberá cerca de R$ 1 bilhão a menos que o Nordeste, por exemplo.
Retorno - Os separatistas atuaram tímidos na cidade nos últimos cinco anos porque as verbas diminuíram e os líderes estavam trabalhando em outros municípios do Estado. A partir de agora, a intenção é intensificar o movimento, atrair mais simpatizantes e pregar a desobediência civil.
Hoje, o Paraná tem 20 mil simpatizantes do movimento, em 82 municípios, calcula Oscar Pacheco dos Santos. Em Curitiba e Região Metropolita, são 5 mil.


