Movimento quer plebiscito pela redução do pedágio
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sábado, 27 de outubro de 2007
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Representantes do movimento formado por lideranças políticas do Estado pela redução das tarifas de pedágio no Paraná afirmaram ontem que, no final de novembro, será encaminhado à Assembléia Legislativa o pedido de realização de um plebiscito sobre o assunto. A intenção, afirmaram, é consultar o cidadão sobre a possibilidade de intervenção do governo estadual junto às concessionárias a fim de que baixem os preços ao usuário.
Batizada de ''Frente ampla pelos avanços sociais pela redução do pedágio rodoviário no Paraná'', a iniciativa já lançada em Curitiba contou ontem com uma reunião pública no auditório do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina (Sincoval). O evento marcou o lançamento da campanha na cidade. Apesar de o encontro ter sido dominado por políticos e filiados do PMDB, representantes de outras legendas, como PDT e PSDB, também marcaram presença.
De acordo com o coordenador da frente e assessor especial do governador Roberto Requião (PMDB) em Curitiba, Doático Santos, a intenção é estruturar o movimento em pelo menos 300 municípios paranaenses a fim de se organizar uma marcha estadual, no próximo dia 20, na Boca Maldita, no Centro da capital. De lá, afirmou, o grupo parte com destino à Assembléia ''para sensibilizar os deputados''.
''A intenção é convocar prefeitos, vereadores e representantes de entidades civis a cobrarem dos deputados, o encaminhamento da questão ao Judiciário'', contou Santos. ''Uma das formas em análise é pedir à Casa que convoque o plebiscito, por meio do TRE (Tribunal Regional Eleitoral), para que a população decida sobre a intervenção nas concessionárias: se houver superfaturamento de preços, é preciso que isso acabe.''
Se os contratos vigentes já datam pelo menos dez anos - foram firmados durante a gestão do ex-governador Jaime Lerner -, o coordenador da articulação admite que o interesse pela redução ''ganhou fôlego'' com o leilão das novas concessões de rodovias federais, no início deste mês. Na ocasião, empresas como a espanhola OHL, que vai gerenciar três trechos no Paraná, venceram a disputa com tarifas pelo menos 60% menores que as praticadas atualmente no estado. ''Inviável não é baixar o preço, mas manter preços tão díspares quanto os que se revelaram nesse leilão'', concluiu Santos.


