Movimento pró-Bolsonaro faz carreata pelas ruas de Londrina
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sábado, 27 de outubro de 2018
Rafael Machado<br>Grupo Folha 
Apoiadores de Londrina de Jair Bolsonaro, candidato à Presidência da República pelo PSL, reuniram-se em uma carreta na tarde deste sábado (27). O grupo se concentrou na rua Martiniano do Vale Filho, atrás do Boulevard Shopping, na zona leste, e saiu pela avenida Dez de Dezembro, percorrendo outras vias da área central da cidade, como JK e Higienópolis. Carros e motos decorados com bandeiras do Brasil faziam um buzinaço por onde passavam.

O agricultor José Moura, 64 anos, acompanhou o ato com a família. Ele disse estar cansado "dos governos recentes do PT", que, em sua opinião, "não trouxeram coisas boas para os brasileiros. Tem muito o que mudar, por isso que vou votar no Bolsonaro". Dono de uma propriedade rural no distrito de São Luiz, Moura confessou ter sido atraído pela proposta do presidenciável de melhorar a segurança no campo, "onde os criminosos fazem a festa".


A mãe dele, a aposentada Ilaína Chagas Moura, 87, tem a mesma percepção do filho. "Estou apostando na diferença. Vamos ver se altera algo no Brasil, que está precisando de uma renovação", comentou. Segundo a dona de casa Inês Pereira, 57, que aguardava o início da manifestação dentro do carro, "Bolsonaro conseguiu milhõs de votos sem sair de casa".

Questionada se a candidatura do atual deputado representaria um risco à democracia, como afirmam seus opositores, ela rebateu que "eles estão equivocados. Quem atenta contra o Estado Democrático é o PT", explicou.
O vereador Filipe Barros (PSL), recém-eleito deputado federal e organizador da carreata, argumentou que o ato serviu para "reforçar a posição do eleitorado de Bolsonaro" e "atrair os indecisos". O político considerou a adesão ao movimento como "muito boa" e esclareceu que um dos objetivos é "aumentar a votação em Londrina para 80%". De acordo com a Justiça Eleitoral, no primeiro turno, 65% dos votantes no município votaram no representante do PSL.

Barros reiterou que "o partido está atento a possíveis fraudes nas urnas". Ele discordou das declarações da presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministra Rosa Weber, e da procuradora-geral eleitoral, Raquel Dodge, que asseguraram segurança dos aparelhos.

Nesta semana, o presidente do diretório nacional do PSL, Gustavo Bebiano, pediu ao TSE que cinco representantes da sigla e também do PT acompanhem a apuração dos votos na sala destinada aos técnicos da Justiça Eleitoral.


