Movimento por moralização pede saída de cartorária
Pedro Livoratti
De Londrina
Entidades que integram o Movimento pela Moralização na Administração Pública protocolaram pedido junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) requerendo o afastamento da chefe da 41ª Zona Eleitoral de Londrina, Tertuliana Maria Bicudo Maccagnan, conhecida como Rosa Maccagnan. No pedido, endereçado ao presidente do TRE, Altair Patitucci, as entidades alegam o envolvimento da chefe da 41ª zona eleitoral nas denúncias de irregularidades da administração de Londrina.
As entidades justificam que Rosa forneceu marmitex para cabos eleitorais dos então candidatos Antonio Carlos Belinati (PSB), Alex Canziani (PSDB) e José Janene (PPB). Os três são alvo de inquéritos civis para apurar desvios de recursos públicos para cobrir gastos de campanha em 98. Rosa Maccagnan preferiu não comentar o pedido das entidades ontem.
Em depoimento prestado no mês passado ao Ministério Público, ela confirmou que forneceu cerca de mil marmitas/dia durante a campanha eleitoral de 98. O fornecimento, segundo ela, começou no final de julho e prosseguiu até outubro. Por cada unidade, ela cobrou R$ 2,00. Rosa Maccagnan confirmou ter recebido parte do pagamento na Companhia Municipal de Urbanização (Comurb).
O fornecimento de marmitex se transformou em inquérito civil na promotoria, instaurado no mês passado. Também serviu de base para o pedido de abertura de uma Comissão Processante (CP) contra o prefeito Antonio Belinati na Câmara. A CP foi barrada no Tribunal de Justiça por decisão do desembargador Cyro Crema.
O presidente da subseção de Londrina da OAB, Lauro Zanetti, que integra o Movimento pela Moralização afirmou que Rosa mantém vínculos com a administração por explorar bares em locais públicos. Existe uma dependência financeira, afirmou Zanetti.
Ele disse que o pedido tem o objetivo de evitar qualquer problema nas eleições de outubro. Para evitar dúvidas entendemos que a Justiça Eleitoral deve ter pessoas sem vínculo e livres de paixão partidária. Assinam o pedido, além da OAB local, a Associação Comercial de Londrina, igrejas católicas e evangélicas, Centro de Direitos Humanos, sindicatos e entidades de classe.





