Brasília - Ocupados ontem com uma rodada de reuniões para tratar dos velhos litígios entre tucanos e peemedebistas em uma dezena de Estados, os presidentes dos dois partidos, deputados José Aníbal (PSDB-SP) e Michel Temer (PMDB-SP), contabilizaram mais problemas do que acertos. Existe até o risco de os diretórios locais do PMDB negarem voto ao candidato José Serra (PSDB) na convenção partidária que terá de aprovar a aliança com os tucanos.
‘‘Esta confusão toda já começa a tumultuar a convenção’’, alerta o vice-líder do PMDB na Câmara, Milton Monti (SP), ao lamentar as resistências do PSDB paulista a compor com Orestes Quércia.
‘‘O provincianismo do PSDB está prejudicando nosso candidato, que é o Serra’’, adverte o deputado Wagner Rossi (SP), outro vice-líder peemedebista.
A queixa geral no PMDB é a de que os tucanos têm sido lentos demais nas negociações nos Estados. ‘‘Acabamos correndo atrás do prejuízo’’, queixa-se Rossi.
Segundo um tucano graduado, o PSDB paulista pensou até em fechar com o PMDB, numa composição em que Aníbal abriria mão de disputar o Senado para ceder a vaga a Quércia.
O entrave, aí, teria sido a viúva do governador Mário Covas: Lila teria ameaçado fazer um manifesto público contra a parceria.

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