O Movimento pela Moralização na Administração Pública de Londrina, que juntamente com os promotores recebe hoje o prêmio em Praga, completa dois anos com o reconhecimento internacional como um dos principais instrumentos de mobilização da sociedade no combate à corrupção.
O movimento, formado por cerca de 80 entidades, surgiu no segundo semestre de 1999, meses após o Ministério Público (MP) iniciar as investigações dos desvios dos cofres municipais. A entidades também foram as autoras do primeiro pedido de abertura do processo de cassação de Antonio Belinati por irregularidades na venda de ações da Sercomtel para a Copel, em 1998.
''O reconhecimeno internacional demonstra que todas as pessoas de bem que lutam pelo ideal da moralidade devem ser prestigiadas. Nós desejamos punição a todos aqueles que se beneficiaram do dinheiro'', disse o presidente da OAB de Londrina, Lauro Zanetti, integrante do movimento.
O empresário e representante da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Valter Orsi, um dos fundadores do movimento, disse que apesar de contar com o apoio de entidades como a OAB, Conselho Comunitário de Segurança, Igreja Católica, Maçonaria e o Conselho de Pastores, o desafio foi ganhar a credibilidade da população.
''Desde o início enfrentamos um prefeito muito popular. Uma das nossas grandes decepções foi o posicionamento de alguns vereadores que não aceitavam fiscalizar o Executivo. Muitas das coisas só aconteceram com o MP. Houve morosidade no Legislativo'', criticou o empresário, referindo-se a demora na abertura da Comissão Especial de Investigação (CEI) contra Belinati. Outros participantes importantes do movimento foram o Padre Manuel Joaquim e os advogados Carlos Roberto Scalassara e Newton Moratto. (C.O.)

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