O Movimento em Defesa do Patrimônio Público de Maringá entrou em ritmo de férias e ontem completou o segundo sábado sem a tradicional mobilização das 10 horas em assembléia popular na Praça Raposo Tavares, localizada no centro da cidade. Todos os sábados, desde o início das denúncias envolvendo o desvio de dinheiro da Prefeitura de Maringá, o movimento reunia integrantes e chamava a comunidade para definir a agenda de protestos da semana.
Segundo um dos coordenadores, Ronaldo Cardoso, a falta de adesão ao movimento neste período é normal, em razão das festas e férias de fim de ano. ‘‘Os acadêmicos da Universidade Estadual de Maringá (UEM) que também participavam estão fazendo provas reduzindo ainda mais os integrantes’’, justificou. O coordenador garantiu que o movimento volta à ativa ‘‘com mais vigor’’ em janeiro. ‘‘Não estamos na rua, mas estamos trabalhando nos bastidores, visitando principalmente entidades da cidade que ainda não aderiram ao movimento’’, acrescentou Cardoso.
O coordenador afirma que o principal trabalho no próximo ano será a pressão junto aos novos vereadores para a abertura de uma auditoria nas contas da Câmara de Maringá. ‘‘Os vereadores da atual legislatura se calaram diante da situação e só uma auditoria pode ajudar a comprovar o envolvimento ou não com os desvios de dinheiro’’, contou Cardoso. Segundo ele, o movimento não terá dificuldades em encontrar apoio para a auditoria porque somente cinco dos atuais 21 vereadores foram reeleitos. (M.D.)

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