Os promotores públicos de Londrina, Bruno Galatti, Cláudio Esteves e Solange Vicentin, e o integrante do Movimento pela Moralidade na Administração Pública, Valter Orsi, chegaram anteontem de Praga, capital da República Tcheca, onde receberam, no último dia 7, o prêmio Integridade 2001, pelo combate à corrupção. Inédito no País, o prêmio foi concedido pela organização não-governamental Transparência Internacional, como reconhecimento à atuação do Ministério Público e da sociedade civil organizada na investigação que resultou na cassação do ex-prefeito Antonio Beninati (sem partido). Entre as autoridades internacionais presentes, estava o presidente da República Tcheca, Vaclav Havel.
Para Bruno Galatti, o prêmio coloca o Brasil, que está no 46º lugar entre os países mais corruptos, na vanguarda da luta contra o que ele chama de ''cancro mundial''. O lugar no ranking, afirmou, incomoda, mas a disposição da sociedade civil brasileira em reverter o quadro serve de exemplo ao mundo. Ele disse que a corrupção social e política não é privilégio somente das nações pobres.
Na cerimônia de entrega, Galati disse ao público de 1 mil pessoas que lotou o Castelo de Praga, que ''nunca imaginou ser homenageado por estar simplesmente cumprindo o trabalho''. De acordo com o promotor, os países que ficam abaixo da linha do Equador como o Brasil são pouco conhecidos, principalmente no que se refere à política. Apesar disso, os brasileiros estão demonstrando que têm credilidade. Ter um presidente e três senadores afastados, além de centenas de deputados e outros políticos, em níveis estadual e municipal processados, são prova disso, salientou.
Segundo Orsi, na cerimônia de entrega do prêmio o público assistiu a um vídeo com imagens da atuação do grupo, no Calçadão e na Câmara. A atuação da sociedade civil, ''ativa e coordenada'', devem orientar ações em todo o País.

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