Movimento pela Ética volta a promover manifestações
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 10 de janeiro de 2001
De Maringá 
O Movimento pela Ética e em Defesa do Patrimônio Público de Maringá volta a promover manifestos neste sábado, a partir das 10 horas, na Praça Raposo Tavares. Depois de um período de férias o movimento retorna com a adesão de entidades que ainda não haviam se manifestado publicamente sobre o escândalo de desvios de dinheiro na Prefeitura de Maringá.
Entre as entidades estão a Associação Comercial e Industrial de Maringá (Acim), a Cúria Metropolitana e a Ordem dos Pastores Evangélicos (Opem). No último sábado, em manifesto realizado em favor do Ministério Público (MP), as entidades se uniram pela primeira vez, desde que começaram as denúncias de corrupção na prefeitura, para se manterem alertas contra os desvios do dinheiro público.
Desde o início do escândalo que levou para a prisão o ex-secretário da Fazenda, Luis Antônio Paolicchi, e afastou judicialmente do cargo o ex-prefeito Jairo Gianoto, a única voz de protesto pelos desmandos nos cofres públicos vinha do Movimento pela Ética e em Defesa do Patrimônio Público. O movimento realizou em praça pública assembléias populares e lavou a Câmara em uma série de manifestações realizadas no ano passado.
Além da Cúria e da Opem, entidades como o Sindicato do Comércio Lojista (Sivamar) e a Universidade Estadual de Maringá (UEM) também se pronunciaram pela primeira vez sobre as investigações realizadas pelo MP. A omissão é tão nociva quanto a corrupção, ressaltou a reitora da UEM, Neusa Altoé.
Para o procurador-geral da República em Maringá, Natalício Claro da Silva, as entidades devem buscar ações contra os desmandos que ocorreram até agora e continuar na luta por justiça social. Silva disse que os desvios de dinheiro provocam uma espécie de morte lenta e multiplicam os problemas da comunidade. Quantas pessoas morreram em Maringá por falta de atendimento médico ou de vaga em hospitais por causa da corrupção?, questionou o procurador. (M.M.)


