Curitiba - O Fórum Popular Contra a Venda da Copel divulgou ontem propostas para o setor energético que podem ser aproveitadas pelo próximo governo estadual. As entidades integrantes do fórum defendem que a Copel estimule e desenvolva energias alternativas. As propostas foram anunciadas durante as comemorações de um ano da entrega à Assembléia Legislativa do projeto de iniciativa popular contra a venda da Copel.
Em 11 de junho do ano passado, cerca de 20 mil pessoas participaram de uma manifestação contra a venda da estatal de energia em Curitiba. No final do protesto foi entregue o projeto, com 138 mil subscritores. ‘‘Foi um movimento historicamente mobilizador porque não se tratou apenas de um abaixo-assinado, mas um documento com endereço, título de eleitor e assinaturas, o que nenhum Estado jamais conseguiu’’, disse o presidente do fórum, ex-deputado Nelton Friedrich. O projeto não foi aprovado pelos deputados estaduais, mesmo depois de uma tumultuada sessão que culminou com a invasão de estudantes no plenário da Assembléia.
O governo estadual, depois de marcar dois leilões para a venda da companhia, nos quais não apareceram interessados, suspendeu a privatização da Copel, por causa de mudanças no modelo energético brasileiro. De acordo com Friedrich, as entidades integrantes do fórum começaram a batalhar ‘‘pela Copel que queremos’’. Segundo ele, a Copel poderia ser um agente desenvolvimentista do Estado.
De acordo com o presidente do Conselho Regional de Engenharia do Paraná (Crea), Luiz Antônio Rossafa, o Paraná pode aproveitar o potencial agrícola para se tornar uma potência na geração de energia de combustão, através dos resíduos dos produtos agrícolas. ‘‘Temos que trabalhar toda a cadeia produtiva até transformar o subproduto residencial em energia’’, afirmou. Segundo ele, a Copel deveria conceder linhas de crédito e desenvolver projetos de pesquisa na área.

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