Integrantes do Fórum da Moralidade, Ética e Cidadania, formado por mais de 70 entidades de classe de Ponta Grossa, estiveram ontem em Curitiba para pedir agilidade na apuração das denúncias contra o prefeito da cidade, Jocelito Canto (PSDB).
‘‘Não pedimos absolvição nem condenação do prefeito. Afinal, somos um grupo apartidário que, acima de tudo, quer transparência e agilidade na apuração das denúncias que estão desgantando a imagem de Ponta Grossa’’, afirmou o coordenador do Fórum, o bispo diocesano da cidade, Dom João Braz de Aviz.
Aproximadamente 30 pessoas participaram de rápidas audiências com o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Sidney Zappa, o procurador geral da Justiça, Marco Antônio Teixeira e o presidente do Tribunal de Contas do Estado, Quiélse Crisóstomo.
‘‘Não criamos o movimento e viemos até Curitiba porque estamos em período eleitoral. Estamos mostrando qual a situação da administração pública de nossa cidade para as autoridades que têm influência na apuração de denúncias’’, salientou Rogério José Vaz, da Associação de Moradores da Vila Curitiba.
O Ministério Público e o Tribunal de Contas investigam uma série de irregularidades que podem ter sido cometidas durante a atual administração do prefeito Jocelito Canto.
Entre as denúncias estão, por exemplo, a contratação de serviços e de empresas privadas sem o devido processo de licitação pública.
O Tribunal de Contas já aplicou uma multa de R$ 13 mil ao prefeito, por considerar irregular a contratação, também sem licitação, de uma empresa para promover o carnaval em Ponta Grossa. A multa foi aplicada também porque não foi realizado concurso para contratar funcionários públicos. Nestes casos o prefeito ainda tem direito de recorrer da decisão do TC.

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