Movimento pede investigação em Prudentópolis
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 16 de agosto de 2006
Andréa Bordinhão<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Representantes do Movimento pela Ética de Prudentópolis (64 quilômetros a leste de Guarapuava), formado depois de recentes escândalos que surgiram contra o prefeito Vilson Santini, estiveram com dirigentes de diversos órgãos públicos do Legislativo e Executivo em Curitiba para pedir investigação e maior exigência de transparência na administração municipal. O movimento pediu à Secretaria de Estado da Segurança Pública que não permita a trasferência do delegado da cidade, que investiga as denúncias, ao Ministério Público (MP) estadual que acompanhe a gestão e ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) que agilize os processos que tramitam contra Santini. O prefeito responde 65 processos na instância estadual.
''O movimento busca a ética na política e na conduta dos órgãos públicos'', explicou um dos representantes do movimento, o professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Affonso Antoniuk. O movimento possui cerca de 3 mil assinaturas e conta com o apoio de pelo menos 13 entidadas que representam a sociedade civil e organizaçãos não-governamentais. Mas, apesar de o movimento estar cobrando soluções das autoridades, Antoniuk ressaltou que o principal culpado desta situação é o eleitor. ''A cidade elege gente dessa qualidade. O eleitor não estuda a vida pregressa do político'', ponderou. O movimento surgiu depois que o secretário municipal de Administração foi preso e o prefeito afastado por 10 dias pela Justiça acusado de improbidade administrativa.


