Integrantes do Movimento pela Moralização na Administração Pública de Apucarana protocolaram ontem na secretaria da Câmara de Apucarana um novo pedido de abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI). O objetivo é investigar supostas irregularidades que teriam sido praticadas pelo prefeito Carlos Scarpelini (PSDB).
Entre os documentos entregues na Câmara constam denúncias relacionadas à contratação de serviços terceirizados que teriam sido fraudados; pagamentos feitos a parentes do prefeito, que são considerados irregulares; além de desperdício de dinheiro público com a paralisação das obras do viaduto da Vila Regina e do Centro de Apoio ao Trabalhador Rural Volante. As duas obras foram iniciadas e não concluídas na gestão anterior.
O pedido de investigação foi entregue pelo padre Jeferson Nogueira da Mata, um dos líderes do movimento, acompanhado do advogado Edmilson Nogima e de candidatos a vereador do PT.
Depois de receber o pedido de abertura de uma CEI, o presidente da Câmara Luis Saragosa (PPB) encaminhou o documento para avaliação do Departamento Jurídico da Casa. Ainda ontem, Saragosa anunciou que dificilmente o pedido seria incluindo na ordem do dia, na sessão de hoje.
Candidato à reeleição, Scarpelini manifestou-se ontem tranquilo em relação à iniciativa do movimento. Ele alegou que a articulação nasceu ‘‘propositadamente em época eleitoral, e com o evidente objetivo de tentar desestabilizar sua candidatura’’. Scarpelini convocou para hoje, às 11 horas, uma entrevista coletiva com a imprensa. Ele adiantou que irá apresentar um recente parecer da Diretoria de Contas Municipais, do Tribunal de Contas do Estado, no qual é inocentado de várias denúncias, inclusive algumas relacionadas no novo pedido de investigação.

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