Movimento luta contra eleição de estrangeiros
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 11 de agosto de 1998
Sid Sauer 
Um grupo de empresários de Campo Mourão está se empenhando na luta para que os eleitores da região votem em candidatos da região. O grupo já tem até nome - Movimento Garantindo Deputados - e vem se reunindo constantemente na sede da Associação Comercial e Industrial de Campo Mourão (Acicam). Na reunião desta semana, por exemplo, foram aprovadas frases e logomarcas que serão utilizadas durante a campanha.
Candidato de casa. Você conhece. Você vigia, diz uma das frases aprovadas. Um outro material aprovado prevê o uso do desenho de um pára-quedista com a frase: Pára-quedistas. Não caia nessa. Pára-quedista é como são chamados os candidatos de outras regiões que, na campanha eleitoral, descem em busca de votos em todas em todas as cidades, tiram votos de candidatos locais e desaparecem depois de serem eleitos.
Não vamos ter desenvolvimento enquanto não elegermos nossos próprios deputados, frisa o médico e presidente da Associação Comercial, Marcos Antônio Corpa, um dos principais idealizadores do movimento. Trauma de ficar sem representação, Campo Mourão já tem. A região chegou a eleger três deputados estaduais e um federal em 1986, mas não elegeu ninguém em 1990 e fez apenas um deputado estadual em 1994.
Para evitar mais quatro anos de pouca representatividade, o movimento Garantindo Deputados bate firme até mesmo contra os candidatos que são da região, mas que têm poucas chances de eleição. Eles tinham que desistir para não atrapalhar quem tem chances de se eleger, frisa Corpa. Segundo o movimento, a região pode eleger com tranquilidade um deputado federal e dois estaduais, mas são 15 pretendentes à Assembléia Legislativa e 5 ao Congresso Nacional.
Corpa também se irrita com candidatos da região que estão fazendo dobradinha com candidatos estrangeiros. Ele não cita nomes, mas é o caso do atual único deputado da região, Nélson Tureck (PFL), que apóia a eleição do ex-scretário de Estado Joni Varisco (PTB), de Cascavel. O movimento também critica vereadores da cidade que apóiam pára-quedistas. Dos 15 vereadores de Campo Mourão, pelo menos 3 trabalham para candidatos de fora.


