O Movimento em Defesa do Patrimônio Público de Maringá volta à praça Raposo Tavares hoje para mais um protesto pela punição dos envolvidos no desvio de dinheiro público e o ressarcimento dos cofres do município. ‘‘Queremos levar músicos e grupos de teatro para atrair o público e depois abrir os microfones para quem quiser falar’’, disse ontem Clodoaldo Francisco de Assis, representante da Pastoral da Juventude no movimento. Os manifestantes também pretendem distribuir folhetos informando a população sobre o andamento do processo.
O advogado Alberto Abrão Wagner da Rocha, que também atua na coordenação do movimento, disse que além das manifestações na praça aos sábados, a intenção é de promover atos em todas as sessões da Câmara. Na terça-feira passada, os integrantes lavaram a calçada em frente do Legislativo, o que levou o vereador Chico Coutinho (PTB) a criticar Rocha, que integrou a administração do ex-prefeito Said Ferreira (sem partido). Coutinho ironizou o movimento, o que levou a coordenação a mudar de estratégia.
A partir de agora, explica Rocha, principalmente pela adesão de outras entidades ao movimento, as ações serão divididas. Cada entidade será responsável por uma programação. ‘‘O que dará mais confiança no movimento’’, acredita o advogado.
Ele lembra ainda que o objetivo não é de criticar ou condenar ninguém, mas de cobrar a punição dos envolvidos e a devolução do dinheiro desviado. No total já foram identificados R$ 3,1 milhões, desviados da prefeitura para as contas do ex-secretário de Fazenda, Luis Antônio Paolicchi e do prefeito afastado Jairo Gianoto (sem partido).
Também são acusados de participar do esquema os servidores Jorge Aparecido Sossai, que também ocupou o cargo de secretário da Fazenda, Rosimeire Castelhano Barbosa e Waldemir Ronaldo Corrêa.
Durante os últimos dias, não houve nenhum avanço nos processos cível e criminal que correm contra os envolvidos. Na próxima semana começam a esgotar os prazos da Justiça Federal e da Comissão Processante da Câmara. Na segunda-feira à tarde termina o prazo da Justiça para a apresentação de Paolicchi, com prisão decretada e foragido desde meados de outubro. Na sexta-feira termina o prazo para Gianoto apresentar a defesa na CP.

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