Integrantes do Movimento pela Moralização na Administração Pública de Londrina realizam hoje uma consulta popular para saber o que pensa a população sobre a permanência de Rubens Pavan na presidência da Sercomtel. O plebiscito começa às 10 horas, no Calçadão, quando as entidades estarão também realizando uma manifestação pública. Pavan foi citado na queixa-crime movida pelo Ministério Público Estadual (MPE) contra o prefeito cassado Antonio Belinati (PFL) e outros ex-secretários e assessores municipais. Na ação, o MPE pede a prisão preventiva dos citados.
Membros do movimento se reuniram ontem à tarde a portas fechadas com o prefeito Jorge Scaff (PSB). Ao contrário do anunciado, os representantes das entidades não pediram a demissão de nenhum secretário municipal. Durante a semana o movimento chegou ventilar informações que solicitaria a saída de todos os integrantes do primeiro escalão citados como réus em ações que tramitam na Justiça.
O assessor de Comunicação da Arquidioces de Londrina, Padre Manoel Joaquim dos Santos, que integra o Movimento, classificou o encontro com Scaff como cordial. ‘‘Não viemos fazer qualquer pressão, mas seria de bom tom se ocorressem mudanças’’, afirmou o padre ao final do encontro, referindo-se a uma reformulação no primeiro escalão. Ele evitou declinar nomes, relatando apenas que o movimento sugere a saída dos citados em ações.
De acordo com o padre, o prefeito recebeu bem as sugestões, mas ponderou que qualquer mudança agora significaria um pré-julgamento. ‘‘Seria uma condenação antecipada’’, reforçou Padre Manoel Joaquim. O argumento de Scaff foi bem aceito pelos membros do movimento.
Na segunda-feira, os integrantes do movimento voltam a se reunir para decidir sobre a possibilidade de uma reunião com o próprio presidente da Sercomtel. O chefe de gabinete do prefeito, João Scaff, classificou o encontro como amistoso e reforçou que não estão previstas modificações no secretariado em um primeiro momento. ‘‘O prefeito apenas ouviu as explicações, mas não há qualquer exoneração’’, afirmou ele.
Na manifestação marcada para hoje, os integrantes, além de realizarem um plebiscito sobre a permanência de Pavan na Sercomtel, farão um protesto contra a decisão da Câmara, que, no sábado passado, arquivou a Comissão Processante que investigava irregularidades na venda da Sercomtel.
Ontem pela manhã, o presidente do Legislativo, Flávio Vedoato (PL), encaminhou ao Ministério Público a cópia do relatório da CP, atendendo a requerimento enviado à direção da Casa por sete vereadores. Os demais documentos do processo, que totalizam 3,6 mil páginas, devem ser enviados nos próximos dias.
‘‘Estaremos remetendo o mais rápido possível, assim que todas as páginas forem copiadas e autenticadas pela assessoria jurídica’’, afirmou Vedoato. Assinaram o requerimento os vereadores Célio Guergoletto (PMDB), Tercílio Turini (PSDB), Luiz Carlos Tamarozzi (PTB), Salvador Francisco (PSB), Santa Rosa (PFL), Carlos Kita (PSDB) e Adalberto Pereira (PFL).

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