O movimento Mãos Limpas pelo Brasil realiza hoje, no Calçadão de Londrina, uma manifestação contra a absolvição do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), denunciado por quebra de decoro parlamentar. Em votação secreta e sessão fechada, esta semana, Renan escapou da cassação com 40 votos favoráveis, 35 contrários e seis abstenções.
No ato de hoje, às 10 horas, o grupo londrinense vai montar um painel de 10 m2 batizado de ''Mural da Indignação''. Nele, qualquer pessoa poderá manifestar, por escrito, a opinião sobre a votação dos senadores.
Um dos integrantes da coordenação do movimento, Adoniro Prieto Mathias, afirmou que o grupo ainda não definiu o que será feito com o mural. Em compensação, afirmou, uma coleta de assinaturas pela extinção da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), também hoje, deverá ser encaminhada a Brasília. A iniciativa acontece em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), a exemplo que já é feito pela federação paulista (Fiesp).
No texto encaminhado ontem à imprensa pela assessoria do movimento, a absolvição de Renan é atribuída sobretudo ao PT, que ''acabou sendo o fiel da balança. Entre os 5 (sic) que não votaram, estão Aloisio Mercadante, Ideli Salvatti e o paranaense Flávio Arns''. Antes e depois da sessão secreta, Arns se manifestou publicamente, por diversas vezes, pela cassação do colega e contra o sigilo desse tipo de votação.
Segundo Prieto, as colocações não ferem o caráter apartidário defendido pelo grupo. ''Algumas situações desse governo não têm como omitir, mesmo se dizendo apartidário'', justificou. Sobre Arns, admitiu: ''O nosso é um trabalho de cidadania em que também podem ocorrer falhas - ouvi hoje (ontem) uma entrevista do Arns e achei fantástica a posição dele. É a correria''.

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