PROMISSÃO, SP - De acordo com assessores do MST encarregados de dar informações sobre a estrutura de comunicação da organização, ela é quase toda sustentada com recursos próprios. Sobre o jornal mensal ''Sem Terra'', responderam que é custeado por pacotes de assinaturas feitos pelas famílias de assentados, centros de formação, professores e entidades do movimento, e ''entidades amigas que solidariamente nos ajudam''.
O título do jornal mensal existe desde 1981, quando o MST começou a ser articulado nacionalmente. Em todo esse período de mais de 20 anos nunca deixou de circular. Em época de campanhas do movimento, como a do plebiscito sobre a Alca, promovida com o apoio da Igreja, a tiragem já chegou a 1 milhão de exemplares, segundo seus editores.
A rede de rádios não custa muito. O preço dos equipamentos diminuiu sensivelmente nos últimos anos o que ajuda a explicar o aumento explosivo do número de rádios comunitárias e a manutenção também não é muito cara. Maria de Lourdes Pereira, coordenadora da rádio do assentamento de Promissão assegura que a emissora sobrevive com recursos obtidos por meio de bailes e festas que a comunidade promove. ''É muito pouco para fazer grandes planos e mal dá para comprar CDs'', diz ela. ''Mas nós vamos levando.''
A rede de computadores se expande no embalo de programas de inclusão digital, como o existente no Paraná, que permite ao governador Roberto Requião distribuir computadores aos acampados e assentados. ''É o Estado onde estamos mais avançados na área da informática, devido ao incentivo e aos investimentos do governo estadual'', disse a assessoria do MST.

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