Movimento deve prejudicar a reforma agrária
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 28 de agosto de 2001
Ellen Taborda<BR>De Curitiba 
A greve dos servidores públicos federais começa a prejudicar o processo de reforma agrária no Paraná. Os engenheiros agrônomos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) paralisaram as vistorias e avaliações de fazendas no Estado.
De acordo com o delegado regional da Associação Nacional dos Engenheiros Agrônomos do Incra, Rodrigo Camargo, por mês são feitas cerca de 35 vistorias e avaliações no Estado. Esses procedimentos é que definem se uma fazenda é ou não produtiva e por qual valor será desapropriada. Dezesseis engenheiros agrônomos trabalham no Incra do Paraná. Além das reivindicações do funcionalismo público federal, que pede 75,48% de reajuste, a principal exigência da categoria é a criação de um Plano de Cargos, Carreiras e Salários. Os demais funcionários do Incra estão em ''estado de alerta'' até a próxima segunda-feira, quando definem se entram ou não em greve.
Ontem, os professores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) entregaram no Aeroporto Afonso Pena uma carta aberta aos deputados federais que embarcavam para Brasília. Os professores aguardam uma reunião com a bancada paranaense na Câmara dos Deputados para expor os problemas da UFPR.
Já os servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Delegacia Regional do Trabalho (DRT) e da Fundação Nacional de Saúde que estão em greve, participaram ontem da ''missa do trabalhador'' na Catedral Basílica de Curitiba.


