Representantes de entidades que formam o Movimento pela Moralização na Administração Pública de Londrina desistiram ontem de pedir a abertura de nova Comissão Processante (CP) no Legislativo. A decisão foi tomada ontem à noite, após reunião entre cerca de 15 representantes das entidades. Eles entenderam que um novo pedido, cogitado anteontem, esbarraria novamente durante a votação em plenário. As entidades deverão realizar visitas ao Ministério Público (MP) e pedir agilidade nas investigações que estão em andamento. O movimento também retorna com protestos no centro da cidade, onde a Câmara deverá ser lembrada.
‘‘Os vereadores não foram sensíveis. A sociedade exigia a responsabilidade do prefeito cassado Antonio Belinati nos atos denunciados’’, afirmou o presidente em exercício da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Londrina, Lauro Zanetti, referindo-se à decisão de engavetar a denúncia, tomada no último sábado.
Entre outras medidas, membros das entidades pretendem ir ao MP para saber detalhes sobre o ajuizamento de novas ações e como estão as atuais investidas sobre as denúncias de desvios de recursos públicos. A visita deverá ser agendada para os próximos dias.
Outra decisão diz respeito à atual administração. Os representantes das entidades querem se reunir com o prefeito Jorge Scaff (PSB). ‘‘Vamos exigir mudanças no secretariado municipal, que sejam exoneradas as pessoas vinculadas ao prefeito cassado e que sejam rés em processos penais’’, afirmou Zanetti.
Sobre os protestos no Calçadão, eles serão retomados neste sábado, às 10 horas. O protesto terá como tema ‘‘Por uma nova Câmara’’. O objetivo é chamar a atenção da população para o comportamento da Legislativo, adiantou Carlos Scalassara, do Centro de Direitos Humanos de Londrina, que também integra o movimento. ‘‘Os vereadores sonegaram à população o conteúdo das denúncias levantadas pela CP. Por conta disso queremos mudanças e vamos às ruas.’’ (P.L.)

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