O Movimento de Ética e Cidadania de Carambeí (20 km ao norte de Ponta Grossa) protocolou ontem na Procuradoria de Justiça do Estado do Paraná, na Procuradoria da República em Ponta Grossa, e no Ministério Público de Castro, pedidos de providências para uma série de denúncias de irregularidades na administração da Prefeitura de Carambeí (20 km ao norte de Ponta Grossa).
Assinado pelo presidente do movimento, Horst Hinsching, o documento relata e anexa cópias de documentos que seriam ''indícios de práticas criminosas em detrimento do patrimônio público municipal, que merecem ser investigadas''. Uma das denúncias é a de que uma nota fiscal referente à venda de peças usadas de veículos no valor de R$ 3.923,78, teria sido utilizada para desviar recursos públicos para o pagamento de dois Documentos de Arrecadação de Receitas Federais (Darfs), em nome do prefeito Alci Pedroso de Oliveira (PSDB), em 28 de dezembro de 2000. No pedido de providências, também são relacionadas irregularidades na contratação de empresas prestadoras de serviços.
Segundo o advogado do movimento, Robson de Souza Dal Col, o objetivo dos pedidos de providências é ''conscientizar e sensibilizar'' os desembargadores do Tribunal de Justiça do Paraná, que devem apreciar amanhã uma ação criminal ajuizada pelo Ministério Público contra o prefeito. ''Essas denúncias do pedido de providências são fatos consumados. Os dados, as notas levantadas comprovam as irregularidades. Esses documentos já fazem parte de ações civis públicas que estão correndo. O pedido de providências seria para conscientizar os desembargadores que correm vários processos criminais envolvendo o prefeito em improbidade administrativa'', afirmou. A Folha tentou entrar em contato com o prefeito, mas ele não retornou a ligação.

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