A notícia da prisão do ex-prefeito Antonio Belinati movimentou a 10ª Subdivisão Policial de Londrina ontem de manhã. Por volta das 11h30 começaram a chegar os primeiros populares. ‘‘Fiz questão de vir aqui comemorar a prisão. Eu acreditava que isso ia acontecer. Está se fazendo justiça’’, afirmou o eletricitário José Pedro Moisés, vestindo uma camiseta da campanha ‘‘Cana Neles’’, que pede justamente a punição dos envolvidos na corrupção.
Enquanto Belinati estava na sala do delegado-chefe, do lado de fora integrantes do Movimento pela Moralização na Administração Pública preparavam a comemoração. No terreno baldio ao lado da delegacia, eles soltaram fogos de artifício – estratégia sempre usada pelo ex-prefeito nos eventos que organizava, como as inaugurações de obras.
O assessor de comunicação da Arquidiocese de Londrina, padre Manuel Joaquim Rodrigues dos Santos, disse que a prisão não foi uma surpresa. ‘‘Tudo indica que o Brasil está mudando e que podemos confiar na punição dos culpados’’, afirmou. ‘‘A nossa luta continua porque agora precisam (os acusados) devolver o dinheiro roubado dos cofres públicos. É uma luta árdua.’’
O advogado Newton Moratto, também membro do movimento, acompanhou toda a movimentação. ‘‘Eu vejo a prisão como necessária e importante. Lava a alma da cidade’’, disse. ‘‘Para mim, não foi surpresa porque a gente sabia que o Ministério Público vinha trabalhando e que o Judiciário não iria se furtar em decretar a prisão.’’
O ex-prefeito deixou a delegacia sob vaias e gritos de ‘‘ladrão’’ e ‘‘cadeia’’. ‘‘Aqui em Londrina, não. Cadeia para ladrão’’, gritavam em coro os integrantes do movimento, que estenderam uma bandeira de Londrina. Cerca de 50 pessoas estavam presentes.
Parentes de Belinati que estavam na delegacia se envolveram em confusão com jornalistas e populares e foram escoltados por três policiais militares até o estacionamento onde o carro deles estava.

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