O Movimento pela Moralização na Administração Pública irá fazer hoje, às 21 horas, em frente à Câmara de Vereadores, um culto ecumênico em defesa do voto aberto durante a sessão de julgamento do prefeito afastado Antonio Belinati (PFL). Integrantes do movimento prometem ficar em vigília até amanhã, às 7 horas, quando tem início a sessão que pode resultar na cassação do mandato de Belinati.
O culto é uma das atividades programadas pelo movimento, que realizou ontem, às 18 horas, um ato público no Calçadão. Cerca de 50 pessoas estiveram presentes ao ato, que teve o objetivo de chamar a atenção da população para a importância de acompanhar o julgamento e defender a transparência dos trabalhos, através do voto aberto.
E continua indefinido o esquema de votação dos 21 vereadores – se aberto ou secreto. Ao contrário do que havia informado, o procurador jurídico do Legislativo, João Gomes, não anunciou ontem seu parecer. Ele viajou para SP para buscar o parecer encomendado ao jurista Celso Bastos e só após isso é que irá divulgar a sua opinião. O presidente da Câmara, Flávio Vedoato (PL), disse que seguirá a orientação do procurador.
Representantes da Câmara definiram ontem como será o esquema de segurança durante a sessão. Vedoato esteve reunido com o o capitão Altivir Cieslak, do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM), e com o delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, Gilson Garrett Algauer.
Capitão Cieslak informou que serão distribuídas 150 senhas – metade para o movimento e outras 75 para o grupo pró-Belinati. ‘‘A senha será nominal, numerada e intransferível’’, afirmou. Ele não quis adiantar o número de policiais que irá trabalhar amanhã, dizendo apenas que será o ‘‘suficiente para garantir a segurança.’’ Os PMs estarão na Câmara a partir das 6h30, munidos de detectores de metal e não será permitida a entrada de bandeiras ou faixas.
O delegado-chefe disse que o trabalho da Polícia Civil repressivo, isto é, entrará em ação se ocorrer algum tumulto ou outro delito. A Câmara está estudando a possibilidade de instalar um telão do lado de fora da Câmara para que a população possa acompanhar os trabalhos. (L.O.)

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