Movimento analisa medida judicial contra Marquinhos
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 17 de janeiro de 1997
Marcos Zanatta Sucursal de Maringá 
A decisão do deputado estadual Marquinhos Alves (PTB), de continuar na Assembléia, abrindo mão de ser o vice-prefeito de Maringá, não esvaziou o movimento criado por mais de 30 entidades exigindo que ele assumisse o cargo. O vereador Aldi Cesar Mertz (PSB) disse ontem que o movimento ainda analisa a questão judicialmente para buscar os caminhos que podem ser seguidos. O eleitor votou em uma chapa completa, e agora fica com uma administração sem vice-prefeito.
Mertz lembra que antes das convenções que apontaram os candidados, Jairo Gianoto (PSDB), que acabou se elegendo prefeito, tinha, de acordo com as pesquisas, menos de 5% das intenções de voto, enquanto Marquinhos chegou a liderar a preferência do eleitor. Formando chapa com Alves, ele conseguiu a vitória. O eleitor acreditou nas propostas da coligação, com Marquinhos prometendo ser um vice-prefeito atuante, afirma.
A cobrança para que Marquinhos Alves assumisse o cargo de vice-prefeito partiu de várias entidades. Cobramos um posicionamento ético dele, diz. Ele lembra ainda que a Constituição prevê uma série de atribuições ao vice, e que pela Lei Orgânica o presidente da Câmara só assume o cargo em casos excepcionais.


