Moura e Brandão querem a presidência da Assembléia
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terça-feira, 29 de outubro de 2002
Maria Duarte<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - A briga pela presidência da Assembléia Legislativa, cuja eleição ocorre somente em fevereiro do ano que vem, já começou e está movimentando os bastidores. O presidente da Casa, Hermas Brandão (PSDB), é candidato declarado à reeleição. O deputado estadual Nereu Moura é apontado como uma alternativa caso o governador eleito Roberto Requião queira deixar nas mãos do seu partido, o PMDB, o cargo. Valdir Rossoni (PTB), o terceiro nome ventilado, pode aglutinar os votos da oposição, que tende a ser controlada pelo candidato derrotado ao governo do Estado, senador Alvaro Dias (PDT).
Brandão já está conversando há semanas com deputados de todos os partidos políticos. Tomou a precaução de manter durante toda a campanha eleitoral um bom relacionamento com Requião. No primeiro turno, apesar de apoiar Beto Richa (PSDB), nunca fechou o canal com Requião. No segundo turno, escancarou seu apoio ao PMDB, numa tentativa de garantir o apoio do governador eleito.
Nereu Moura já tem um discurso de candidato pronto. Disse que quer ficar na Assembléia Legislativa e que sonha com uma base de apoio com 40 deputados, mesmo número conquistado pelo governador Jaime Lerner (PFL), hoje reduzido para 32 parlamentares. Fiel escudeiro e da confiança de Requião, o deputado já foi líder da oposição na Casa. Orlando Pessuti, vice-governador eleito e futuro secretário da Agricultura, disse que a candidatura de Moura e a disputa na Assembléia ainda não foram levadas oficialmente para Requião. ``Mas é um direito dele, se ele (Moura) quiser terá nosso apoio``, disse Pessuti.
Se Valdir Rossoni aceitar o desafio de representar a oposição na briga pela presidência da Assembléia esta vai ser a terceira vez que concorre ao cargo. Já perdeu a disputa para Nelson Justus (PFL), primeiro sucessor de Aníbal Khury (PFL); e para o atual presidente. Rossoni apostava na vitória de Alvaro Dias para se cacifar. Com a derrota de Alvaro, no segundo turno, o nome do petebista perde um pouco de força, mas aparece como alternativa para uma futura composição.
A eleição da mesa executiva está marcada para o dia 1º de fevereiro, mesmo dia da posse dos 54 deputados estaduais eleitos. A mesa executiva tem nove vagas: presidente, três vices e cinco secretários.


