Motta elogia Congresso e defende o governo
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segunda-feira, 19 de maio de 1997
Agência Estado 
SÃO PAULO - O ministro das Comunicações, Sérgio Motta, disse ontem que não se pronunciará mais sobre as denúncias de seu envolvimento com a compra de votos pró-reeleição. Segundo ele, sua posição está absolutamente expressa nas duas notas oficiais divulgadas e na interpelação judicial aos deputados que o citaram nas gravações. Sobre a sua viagem a Portugal - prevista para quinta-feira - Motta disse que estava programada há três meses e servirá para assinar o contrato da Aliança Atlântica, o embrião de uma holding telefônica internacional com participação de operadoras de outros países. Mas ficou irritado quando uma repórter perguntou se a viagem significa que está fugindo das denúncias. Eu não admito, quero respeito na sua pergunta, exigiu. A próxima eu tomo providências formais contra você, ameaçou o ministro.
Motta participou ontem da abertura do Fórum Abinee Tec, em São Paulo. Em seu discurso, defendeu as reformas e elogiou o Congresso e o governo Fernando Henrique Cardoso. É um governo que instaurou a ética moral na gestão pública brasileira, afirmou. A presença do ministro, que não estava confirmada, surpreendeu os organizadores do fórum, realizado pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica no Palácio das Convenções do Anhembi.
Motta discursou por mais de 40 minutos e afirmou que o Congresso expressa com legitimidade a sociedade brasileira. Ao defender a necessidade das reformas, declarou: Vamos fazer a reforma gradual, nós não queremos crítica, queremos participação, pois o povo quer reformas. Depois, corrigiu-se: Vamos conviver com as críticas e trabalhar no plano das idéias.


