Motta cumpre a promessa e deixa a direção do PSDB
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segunda-feira, 22 de setembro de 1997
Das agências Brasília 
O ministro das Comunicações, Sérgio Motta, vai deixar a executiva nacional do PSDB. O ministro havia exigido, para permanecer na vaga de vogal da Executiva, que o partido expulsasse de seus quadros o ex-governador da Bahia Nilo Coelho, recentemente filiado. Sérgio Motta chegou a dar um prazo ao PSDB, que venceu na última quinta-feira. Na expectativa de que a Executiva confirme, na reunião de hoje, a permanência de Nilo Coelho, o ministro decidiu desligar-se da direção nacional do partido e também do diretório regional paulista.
Na reunião da Executiva, os tucanos terão também de resolver outro litígio regional. A ameaça do ex-prefeito de Vitória Paulo Hartung, hoje diretor social do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), de sair do partido. O clima tenso entre os tucanos que o presidente Fernando Henrique Cardoso tentou desfazer ao encontrar-se com o governador paulista Mário Covas no domingo deverá dominar a reunião de hoje com a carta de desligamento do ministro.
O questionamento da filiação de Nilo Coelho foi encaminhado à Executiva pelo ministro Motta e pelos governadores Eduardo Azeredo (MG) e Tasso Jereissati (CE). Na semana passada, dirigentes do partido estavam dispostos a atender ao ministro, derrotando por margem apertada o diretório da Bahia, que reclama a permanência de Coelho como condição para a própria sobrevivência. Mas depois que o colegiado soube das críticas ácidas do ministro contra toda a direção e o presidente do PSDB, senador Teotônio Vilela (AL), em particular, boa parte da executiva mudou de idéia.
Boicote O deputado Aldo Arantes (PC do B-GO), líder do bloco dos partidos de oposição, criticou ontem a proposta de boicote à votação do projeto de lei eleitoral. O boicote tem sido pregado pelo PT, um dos partidos que integram o bloco, juntamente com o PDT e o PC do B. O protesto se deve às mudanças que o Senado fez no texto aprovado pela Câmara no mês passado. Para os petistas, as alterações beneficiam o governo e dificilmente serão eliminadas na segunda votação na Câmara, que deve ocorrer na quarta.
Como líder do bloco, digo que temos de votar contra os absurdos da lei. Não ganharemos nada com um boicote à votação, disse Arantes. Entre os absurdos que o líder do bloco pretende derrubar está o item que considera válidos os votos brancos nas eleições para deputado federal, deputado estadual e vereador.


