A ocupação das praças começou por volta das 8 horas da manhã. A praça de pedágio de Arapongas foi ocupada por cerca de 150 sem-terra. Havia muitos jovens no grupo que deixou os assentamentos Dorcelina Folador, localizado naquela cidade, e Irmã Dorothy, em Centenário do Sul, em dois ônibus por volta das 7 horas.
Dispostos a enfrentar o frio e a chuva, alguns manifestantes participavam de uma roda de violão para passar o tempo. ''O MST tirou o dia de hoje para mobilizar em todo o Brasil agricultores e a sociedade, reivindicando a acelereção da reforma agrária nas terras vistoriadas pelo Incra'', afirmou o líder sem-terra Antonio de Lima.
Assentado no Dorcelina Folador, há três anos, Lima ressaltou que na região de Londrina existem 1,8 mil famílias acampadas em Ortigueira, Faxinal, Centenário do Sul e Tamarana. No Paraná, 7 mil famílias vivem acampadas.
A maioria dos motoristas que passou pela praça de pedágio de Arapongas desconhecia as razões da ocupação e, mesmo assim, aprovou a forma de protesto. ''Se for baixar o preço do pedágio estou de acordo'', disse o motorista Fausto Chamorro, 41 anos, morador em Cambé e que oito vezes por semana passa pelo pedágio de Arapongas.
Com o caminhão carregado de botijão de gás, o motorista Laerte Oliveira também aprovou a manifestação. ''Apoio sim o movimento deles pela reforma agrária'', afirmou o motorista de 55 anos, morador em Umuarama.
Pelo pedágio de Arapongas em 24 horas passam 14 mil veículos. Na praça de Mandaguari são 10 mil veículos no mesmo período e na Castelo Branco outros 5 mil. As três praças são administradas pela Viapar, que em seis praças de pedágio registra um movimento de 45 mil veículos em 24 horas.
Apesar de não estar ligada diretamente à questão da reforma agrária, o movimento optou por invadir as praças por entender que a cobrança de pedágio é prejudicial para o escoamento da produção agrícola. Por volta das 17 horas, os manifestantes iniciaram a retirada das praças de pedágio, de forma pacífica.

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