Motorista tenta atear fogo ao corpo em frente ao Planalto
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terça-feira, 04 de maio de 2004
Agência Estado 
Brasília - Desesperado por ter sido desligado do Serviço de Proteção Especial ao Depoente, da Polícia Federal (PF), o motorista Reginaldo Oliveira do Nascimento, de 45 anos, tentou atear fogo ao próprio corpo, ontem à tarde, diante do Palácio do Planalto. Com as roupas encharcadas de álcool, Nascimento ia acender um isqueiro quando foi contido por bombeiros, que o empurraram no espelho d'água.
O motorista esteve sob proteção por ter denunciado, na Paraíba, um esquema envolvendo juízes e policiais em tráfico de drogas. ''Se eu voltar pra lá, vou ser morto'', disse ele. A Polícia Federal alega que Nascimento foi desligado do programa por ter desrespeitado normas de segurança previamente acertadas, saindo de casa sozinho várias vezes. O motorista estava vivendo desde fevereiro com mulher, filho, nora e uma neta em uma casa alugada pela PF em local mantido sob sigilo no Distrito Federal. Segundo ele, a família passava fome na casa e que teve de sair para comprar remédios para a neta de quatro anos, subnutrida.
O Ministério da Justiça determinou à Corregedoria da PF a abertura de processo administrativo para investigar se houve maus tratos à família. No dia 18 de abril, o ajudante de pedreiro José Antônio Andrade de Souza, do Espírito Santo, morreu depois de atear fogo ao corpo em frente do Planalto.


