O motorista Romeu de Oliveira Parisoto é mais um ‘‘laranja’’ no esquema de lavagem de dinheiro investigado pelo Ministério Público e pela Polícia Federal. O endereço da casa onde ele mora com a família no Jardim Paraíso é apontado como sede de pelo menos quatro empresas fantasmas, que são investigadas pelas autoridades.
No ano passado, a PF descobriu que Parisoto era o ‘‘empresário’’ dono da conta CC-5 em nome de Militão & Parisoto S/C Ltda, que teria remetido R$ 2.209.940,28 ao exterior, entre 1992 e 1998.
A casa da família nunca foi usada como sede de empresa e o nome do motorista possivelmente foi utilizado indevidamente no esquema de lavagem de dinheiro. Em julho do ano passado, a mulher de Parisoto, Élcia Parisoto, mostrou-se supresa com o volume de recursos que teria sido movimentado pela empresa fantasmas. ‘‘É muito dinheiro’’, comentou.
Na época, Élcia revelou que ‘‘de dois anos para cᒒ a família começou a receber cartas em nome da ‘‘Militão & Parisoto’’ e também da Abravel Representações Comerciais. ‘‘Aqui não teve empresa nenhuma e não sei de nada sobre esse negócio de dinheiro. O Romeu também nunca disse nada. Deve ter sido alguma confusão’’, afirmou Élcia, durante entrevista à Folha.
O esquema das CC-5 foi revelado em 99 pelo procurador da república, Celso Três, que trabalhava em Cascavel. O procurador obteve a quebra do sigilo bancário das CC-5 em todo o Brasil e descobriu que as remessas – no período de 92 a 98 – totalizavam R$ 124 bilhões. A estimativa é que metade desse dinheiro teve origem ilegal – como o tráfico de drogas, contrabando e corrupção. (L.R.)

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