Os novos números apresentados ontem pelo secretário da Fazenda Giovani Gionédis aos deputados e que, se somados aos aprovados em novembro de 97, ‘engordam’ o défict do Banestado de R$ 1,8 bilhão para R$ 4,1 bilhões:
- R$ 123 milhões de correção monetária. O secretário alega que os valores anteriores eram de julho do ano passado e na nova mensagem, elaborada pelos técnicos do governo e do Banco Central, foram atualizados para março deste ano;
- R$ 222 milhões adicionais ao débito da carteira de fomento do Banco, que agora está fixado em R$ 600 milhões;
- R$ 404 milhões em novas inadimplências, dentre as quais provisões operacionais, rolagens sucessivas de dívidas de leasing e saldo remanescente da carteira imobiliária;
- R$ 350 milhões do ‘mico’ assumido pelo Banestado e referente aos títulos públicos adquiridos dos estados de Alagoas, Pernambuco e Santa Catarina e das cidades de Guarulhos e Osasco, objeto da CPI dos Precatórios;
- R$ 478 milhões de aporte financeiro para elevar o patrimônio líquido do banco que, conforme Acordo de Basiléia, deve ser de no mínimo R$ 500 milhões para a instituição financeira funcionar;
- R$ 100 milhões a mais, como previsão para incentivar o Plano de Demissão Voluntária dos funcionários;
- R$ 546 milhões em dívidas com a Fundação Banestado de Seguridade Social (Funbep) e que na mensagem do final do ano não estariam incluídas, de acordo com o secretário. Do montante, R$ 252 milhões referem-se ao cumprimento de um acordo de 91. O restante, cerca de R$ 294 milhões, aparece como adicional para garantir aposentadoria dos funcionários.

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