Mostra revela documentos raros, o mais antigo de 1697
Curitiba Não são apenas os documentos que estiveram indisponíveis por mais de 30 anos nos porões da Dops que vão integrar a exposição de uma semana, no Arquivo Público. O documento mais antigo que o Estado guarda por exemplo, também faz parte da mostra. Trata-se de um inventário de bens de Baltazar Carrasco dos Reis, um dos primeiros povoadores de Curitiba, datado de 1697.
O desenho dos fardões usados pelos músicos da Companhia Policial do Paraná, em 1861; exemplares de processos que tramitaram pelo Juízo de Orfãos da Capital, datados de 1734 a 1794 e documentos relativos à escravidão, entre 1843 a 1864, também estão presentes. Uma das curiosidades é a tradução da tragédia Fausto, de Goethe. É a primeira tradução brasileira que se tem notícia, acompanhada de um documento que pede sua inclusão nas salas de aula do Estado.
O visitante, no entanto, não deve esperar um impacto visual muito forte da exposição. As peças estão em vitrines, emprestadas pela Casa Andrade Muricy, e não podem ser manuseadas. O Arquivo Público do Paraná foi criado em 7 de abril de 1855 para reunir a memória impressa e manuscrita sobre a história e geografia do Paraná
Um incêndio ocorrido em 1989 destruiu a sede especialmente construída para a documentação do Estado e parte dae seu acervo foi destruído. O Arquivo continuou em instalações precárias até 1999, quando ganhou novo prédio. Em 2001 o Arquivo passou definitivamente para a sede atual, construída com investimento de R$ 3,3 milhões. (K.M.P.).





