Mortos votam e PT pede a anulação das eleições
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quinta-feira, 28 de novembro de 1996
Luiz Taques 
CAMPO GRANDE - Como todo cidadão consciente, Ivo Biazoto e Luiz de Freitas compareceram às urnas no primeiro e segundo turnos para escolher o futuro prefeito de Campo Grande. A atitude deles seria normal e patriótica, não fosse por um detalhe: os dois já morreram.
Campo Grande teve, este ano, a eleição mais disputada de sua história. 298 mil eleitores votaram no segundo turno. O candidato André Puccinelli (PMDB) venceu José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, por uma diferença de apenas 411 votos. Zeca do PT entrou na justiça pedindo a anulação do segundo turno. Houve compra de votos e até pessoas que já morreram acabaram votando, reclama.
Ivo Biazoto votou nas últimas eleições, conforme Prova de Quitação Eleitoral e de Vigência de Direitos Políticos. Mas de acordo com certidão de óbito expedido ontem pelo cartório Santos Pereira de Campo Grande, ele morreu no dia 18 de abril do ano passado.
Outro caso é o de Luiz de Freitas, que morreu no dia 23 de abril de 1995 aos 44 anos de idade. Ele também votou nas últimas eleições.


