O assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e do motorista que a acompanhava, Anderson Pedro Gomes, no centro do Rio de Janeiro, repercutiu ontem na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná. Em discurso, o deputado estadual Rasca Rodrigues (PV) criticou o fato de muitas pessoas estarem reproduzindo "fake news" [notícias falsas] a respeito da parlamentar. "A quem interessa alimentar esse ódio no momento em que o País passa?" questionou. Em aparte, Requião Filho (PMDB) também lamentou os posts e comentários depreciativos. "Para as pessoas que reproduzem essas bobagens, bandidos são apenas os pobres. Os juízes e promotores não são bandidos. Tenho medo do que o mundo pode se tornar quando decidirmos quem é bandido pela classe social", disse.
Para o primeiro vice-presidente da Assembleia, Guto Silva (PSD), o que o Brasil precisa no momento é de união. "O que vimos na internet foi um show de horrores, uma desumanidade, dos dois lados. Não importa se é de direita ou de esquerda. Foi a morte de uma mulher com luta e força, uma mulher que tem uma história. O debate não pode se simplificar, se é de direita ou de esquerda. O País está num Fla x Flu. Precisa ir para frente, não para a esquerda ou a direita", opinou. Segundo Péricles de Mello (PT), o assassinato frio e cruel de "um símbolo, uma mulher da favela", causa no mínimo um sentimento de indignação e revolta. Ele criticou ainda quem tenta criminalizar a vítima, "o que é bastante comum, infelizmente".

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