Curitiba - O desempregado Gesie Carvalho, de 21 anos, conhecido como ‘‘Pingo’’, apontado como um dos autores dos tiros que mataram o vereador Arildo Farias de Oliveira (PSL), de Tijucas do Sul (Região Metropolitana de Curitiba), acusou ontem o filho do vereador de ser o mandante do crime. Carvalho foi preso em casa, no bairro Jardim Suíça, em São José dos Pinhais. Ele alegou que não tinha conhecimento do motivo do assassinato. ‘‘Não me disseram nada. Soube apenas que ele queria matar o pai. Não sabia o porquê. Eu não o conhecia direito’’, disse ontem.
Oliveira morreu na madrugada de ontem, após ter ficado três dias internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Cajuru, em Curitiba. Ele sofreu uma cirurgia no abdome, mas não resistiu aos ferimentos. O vereador foi assassinado por dois homens armados no final da tarde de sábado (dia 27). Carvalho e Reginaldo Borges de Pontes, 28 anos, conhecido como ‘‘Chips’’, teriam batido na porta da casa do vereador e disparado nove tiros de revólver calibre 38. Quatro deles atingiram o vereador. Eles fugiram em seguida numa moto vermelha, dada como pagamento do trabalho pelo filho Arilson José Farias de Oliveira, 26.
De acordo com o delegado José Roberto Jordão, que investiga o caso, Arilson tinha divergências financeiras e pessoais com o pai há algum tempo. Familiares e vizinhos da vítima contaram que eles tiveram um desentendimento recente por causa de uma herança. O advogado de Arilson, Benedito de Paula, alega inocência. No entanto, ele está sendo indiciado em inquérito por autoria intelectual do homicídio. Caso seja condenado, ele poderá pegar uma pena que varia entre 12 e 30 anos de prisão. O delegado já representou pela preventiva dele.
A polícia fez ontem um cerco no Jardim Cruzeiro e localizou uma moto vermelha com dois homens. A moto estava sem placas. Ao verem as viaturas policiais, eles seguiram por um rumo ignorado. Um revólver calibre 38 foi jogado e será periciado nos próximos dias. Ele pode ter sido usado no assassinato do vereador e teria sido comprado de Robin Wood de Carvalho, que cumpriu pena por tráfico de drogas e está solto com alvará da Justiça.

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