Morte de político completa dez anos sem condenação
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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A morte de Miguel Donha, em 2000, quando ele era pré-candidato a prefeito de Almirante Tamandaré (Região Metropolitana de Curitiba) pelo PPS, completará dez anos sem qualquer julgamento dos envolvidos. O crime, que pode ter cunho político, será lembrado amanhã, às 18 horas, durante uma homenagem que será feita ao político em frente à Prefeitura de Almirante Tamandaré. Uma das organizadoras é Angela Donha, coordenadora estadual das mulheres do PPS e filha de Miguel Donha. ''O processo hoje está parado. Vamos entregar um documento para as autoridades cobrando que alguém mexa nele, que o processo vá para frente de alguma maneira'', disse ela.
Em 21 de janeiro de 2000, Miguel Donha e sua esposa estavam retornando de um casamento quando foram abordados por dois homens no portão da chácara do casal, em Almirante Tamandaré. O casal foi levado até Rio Branco do Sul, também na região de Curitiba. No trajeto, os criminosos deixaram primeiro a esposa de Miguel Donha sair do carro. ''Depois eles atiraram nas pernas do meu pai e largaram ele, que não resistiu'', conta Angela. Desde então, ela afirma que a família já recebeu ameaças para não dar continuidade ao caso e dois dos acusados morreram com evidências de ''queima de arquivo''.
Segundo ela, seu pai era ''o representante de uma grande oposição'' à administração daquela época.
Crimes políticos
Na noite de 8 de julho de 2008, o então prefeito da cidade de Itaipulândia (85 km a nordeste de Foz do Iguaçu), Vendelino Royer (PMDB), de 45 anos, foi morto com cinco tiros. As investigações da Polícia Civil apontaram que o ''mandante'' do crime foi o vice-prefeito de Itaipulândia na época, Laudair Bruch (PTB). Já em fevereiro de 2006, o então prefeito de Fênix (63 km a leste de Campo Mourão), Manoel Custódio Ramos (PMDB), 51 anos, também foi morto a tiros em frente à própria residência. O então vice-prefeito da cidade, Aristóteles Dias dos Santos Filho, foi preso suspeito de ser um dos ''mandantes'' do crime.


