Morretes registra o único caso de intervenção estadual
Morretes registra o único caso de intervenção estadual Leandro Donatti De Curitiba O caso mais famoso de cassação foi, sem dúvida, o do ex-prefeito de Morretes (60 km de Curitiba) Júlio Salomão (PTB). Pela primeira vez na história política do Estado, a Assembléia Legislativa aprovou pedido de intervenção estadual no município. Júlio Salomão teve de deixar o cargo no dia 10 de junho de 1996, seis meses antes de terminar seu mandato. O então governador interino do Paraná, Aníbal Khury, nomeou o coronel Sérgio Malucelli para a função. Malucelli comandou Morretes até o final do ano quando entregou o posto ao novo prefeito eleito Orlando Conforto (PSDB). Júlio Salomão saiu sob a acusação de improbidade administrativa, de ter cometido o crime de peculato, e de ter fraudado licitações. Até hoje, quase quatro anos depois, tramitam na Justiça processos contra ele. Salomão foi acusado ainda de facilitar a nomeação de parentes para funções públicas, de não pagar funcionários e fornecedores, e de ter jogado na praça algo em torno de 500 cheques frios. Além da cassação, o ex-prefeito foi punido pelo Tribunal de Justiça com o bloqueio de todos os seus bens. A indisponibilização patrimonial foi solicitada à época pelo Ministério Público de Morretes. Meses depois de afastado do cargo, o ex-prefeito meteu-se em mais confusão. Em agosto de 1997, foi preso pela Polícia Federal a mando da Justiça. Júlio Salomão tinha uma factoring em Curitiba e foi acusado de praticar crimes contra o mercado financeiro.





